Somente aqueles que se arriscam ir longe demais podem descobrir até onde são capazes e ir”

— T.S. Eliot

 

É natural buscarmos um ambiente seguro e familiar e, para garantir esse lugar, muitas vezes respondemos apenas aos nossos instintos: sobrevivência, competição, proteção e desejo.

Você consegue perceber e reconhecer circunstâncias na sua vida determinadas por algum desses instintos?  

Consegue perceber condições que podem estar limitando sua movimentação,  possibilidades de criação e, consequentemente sua expansão e plenitude?

Como tem sido seus padrões ou vícios comportamentais na sua vida social, familiar e profissional?

Você tem se mantido a maior parte do tempo com medo ou excesso de cautela? 

Você tem estado ansioso (a famosa preocupação com o futuro e ou com o que está além da possibilidade de intervenção)?

Você está em débito consigo mesmo em doses de “agressividade positiva” e ousadia diante da vida?

Você tem sido refém de crenças e valores que te fazem uma pessoa mais tímida e vergonhosa a ponto de paralisar suas próprias atitudes?

Você tem estado em um ambiente não saudável, com brigas, humilhações e sente-se invadido com as tristes notícias diárias sobre violência especulada por manchetes sensacionalistas?

Você sente-se desprotegido?

Onde tem se limitado, bloqueado?

Esta são só algumas condições amplas e sutis que podem estar te impedindo de perceber o mundo ao seu favor, a favor da sua expansão, crescimento e plenitude! Como disse Jack Confield “Tudo que você deseja está do outro lado do medo”. É possível sim ter sensações de engano, surpresa, desapontamento, frustração e injustiça… E sim, você vai errar, falhar e perder.

Porque a vida, na sua alegria de viver, nos convida a aprender sempre, entre perdas e ganhos sempre há o aprendizado!

Considerar esses eventos como naturais nos faz mais humanos!

Conhecer e reconhecer a natureza humana em nós, nos reaproxima de nossas emoções, aquela força que se move e nos faz mais pessoas centradas e aptas a responder com segurança e tranquilidade diante das demandas da vida e experiências que direcionam os passos para novos planejamentos e decisões mais assertivas, principalmente no que diz respeito ao futuro profissional após os 40 anos.

Reconhecer e aceitar o humano em nós necessita de coragem para deixar o passado no passado, confiar que tudo conspira a favor, sentir que tudo está certo, de alguma forma e, exatamente como deveria estar.

Mas isso sem usar do conformismo ou resignação, e sim ao domínio de suas emoções e da capacidade de negociar com seus desejos e frustrações sem dependência do externo, do outro, e do que mais não temos domínio algum!

Falar da natureza humana que tem em si é usar recursos internos para ressignificar as experiências e emoções, com auxílio de inúmeras técnicas para dar novas pinturas as imagens mentais que perturbam.

É garantido, isso é possível! Mas, para tanto, você deve confiar nos seus recursos internos, seus infindáveis recursos…

É necessário mergulhar eventualmente na dor, aceitar e se propor um novo olhar e, só posterior a isso, aceitar definitivamente que “A caverna que você teme entrar guarda o tesouro que você procura”, como disse Joseph Cambell.