Um psicanalista é o profissional formado em psicanálise, tem a função de equilibrar e tornar mais clara a relação do “eu” interior do paciente com seus questionamentos internos e com os problemas do mundo.

O faz investigando o inconsciente do seu cliente, buscando considerar as diversas interpretações da visão dos indivíduos sobre as questões internas e externas da existência.

Esta linha teórica também pode ser usada por psicólogos e psiquiatras e cada profissional pode utilizá-la de acordo com os limites da ciência estudada em sua formação.

O Psicanalista, baseada nos estudos do médico austríaco Sigmund Freud, a psicanálise visa o autoconhecimento — para, a partir daí, conseguir responder e lidar com as questões e fatos do mundo em sua volta.

Diferencial da psicanálise

O diferencial do Psicanalista está no seu recurso primordial de trabalho: a interpretação do conteúdo do inconsciente bem como dos seus efeitos nas ações, palavras e pensamentos do indivíduo, o que se faz pelo manejo de duas ferramentas principais: a fala e a escuta, logo, atua buscando a “cura” pela fala onde a escuta acolhedora do terapeuta e atenta é de suma importância. Permeada por de conhecimentos técnicos, o psicanalisa ajuda o cliente a organizar seus pensamentos, consequentemente diminuir sua tensão psíquica podendo aliviar e ou afastar dor e sofrimento e os mais diversos sintomas.

O Psicanalista, ao contrário do Psicólogo e do Psiquiatra, não tem a função de diagnosticar ou tratar qualquer doença, receitar qualquer tipo de medicação, ou sequer fazer qualquer tipo de orientação ou encaminhamento.

Exceto nos casos em que esse profissional, além da formação em Psicanálise, tenha habilitação em alguma área da saúde.

O psicanalista é um terapeuta, cuja etimologia da palavra que vem do grego therapeúein, que carrega significados como assistir e cuidar,  assim ele busca “simplificar” a vida do cliente por meio da observação, da reflexão e a expressão dos pensamentos e das emoções de cada indivíduo, trabalhando as  ideias e as relaciona à experiências destes de maneira conciliada, tendo como foco a identificação de vontades intrínsecas e de desejos reprimidos, também analisará as experiências das relações interpessoais do indivíduo para que seja possível identificar seus desejos inconscientes ou “aprisionados” por algum medo ou insegurança decorrentes de sua trajetória de vida, bem como sua origem,  transgeracionalidade, traumas, modos de funcionamento, buscando o alicerce no qual ela se edifica.

O que é a terapia psicanalitica?

Fazer terapia é na verdade um grande processo de autoconhecimento, se conhecer é integrar a unicidade e complexidade que nos é própria, é  oportunizar a conscientização dos conteúdos afetivos e emocionais, os valores e crenças e consequentemente o posicionamento de  pessoas ativas e responsáveis diante de si e da vida. O psicanalista ajuda o analisando escolher, se posicionar, transgredir, romper limites, confrontar-se sem máscaras.

Um processo que favorece o pensar por si. Lya Luft, em seu livro “Pensar é Transgredir” define bem esse parágrafo. 

Preferimos não ter de escolher. Para escolher, teríamos de discernir. Para discernir, teríamos de pensar. Parar para pensar parece complicado demais, e triste, quando na verdade deveria ser interessante. Então seguimos a manada, infantilizados e superficiais. Talvez sem maiores angústias, mas certamente sem maiores prazeres, conquistas, êxtases e alegrias”.

 

O psicanalista busca tornar sabido o desconhecido, e o psiquismo com suas leis própria tem uma sequência interminável de prazer e desprazer, o que lemos, as vezes como dor.

Prazer e desprazer se alternam sem parar e são co-dependentes, o desprazer é mola propulsora para buscarmos prazer e satisfação.

Nunca vamos conseguir escapar dessa “constante inconstância”. O que lemos, muitas vezes como sofrimento não está relacionado com prazer e dor, mas sim com resistência, o não deixar ir aquilo que aprisiona.

E ao mesmo tempo que quero expulsa-la, desconheço as rações que a mantém. Eis o conflito!

Como é a ajuda do psicanalista?

E assim, é através da escuta do sujeito que sofre que o psicanalista ajuda-o a adentrar nesta complexidade do inconsciente, auxiliando-o na medida em que ele próprio se implica no processo de olhar para dentro si mesmo.

E diante desta tensão, conflito ou dor o psicanalista habilmente vai ajuda-lo a deixar ir aquilo que ele detém equivocadamente, para que não gaste energia desnecessariamente, vai ajuda-lo a desenvolver o olhar empático e amoroso, ou vai ajuda-lo a mudar, reconstruir-se.

O psicanalista propõe ou propicia num encontro psicanalítico, onde algo novo vai sendo construído, sessão após sessão, com múltiplas possibilidades de apreensão e de verbalização, num interjogo de personalidades envolvidas – analisando e psicanalista.

É uma viagem que se processa entre calmaria e tormentas,  carregada de situações, emoções e palavras que penetram, perturbam, profanam, mas necessárias para estimular a coragem de enfrentar o viver.

O Psicanalista vai ajuda-lo a identificar qual dor o está aprisionando, qual dor você resiste em mandar embora, qual sua resistência que impede o fluir da vida!

A técnica do psicanalista

A vida não está e nem nunca esteve pronta,  é uma arte inacabada, com permanente reforma e reinvenção através do pensar e do experimentar e cintando Johon Lennon, “A vida é aquilo que acontece enquanto você está fazendo outros planos”.

A vida está ai pra ser vivida, e sempre dá para pensar e se conhecer enquanto se vive por que o mesmo ser que sofre também produz arte, ama, sabe refletir, ensinar, tem ideias incríveis, cria, é solidários quando estende as mãos ao mais necessitado…

“Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana”
(Carl Jung)

Para a psicanalista se vale de uma técnica do humano para o humano e busca “tornar consciente o inconsciente” a escuta flutuante, sem atribuição e valor ou importância particular a nada daquilo que escuta, sendo conveniente prestar atenção a tudo, a mesma atenção que flutua permeia a fala, emoção, entonação de voz, os gesto, os jeitos, olhar, para entrar no mundo do paciente e buscar conexão entre o antes e o depois, o dito e não dito.

A atenção flutuante pressupõe, portanto, da parte do psicanalista, e a arte da psicanalise, a supressão momentânea de pré-julgamentos conscientes e de defesas inconscientes do psicanalista.

Nem Freud atenderia nesta contemporaneidade com ele atendia em 1900, sem desprezar absolutamente nada da técnica Freudiana para eficácia de  um bom trabalho do psicanalista hoje em dia é necessária a utilização de vários recursos terapêuticos para que esse processo possa beneficiar mais o analisando.

Mas para que estes recursos sejam executados com eficácia é necessário aprimoramento constante.

Atuação do psicanalista

A atuação do psicanalista não é tarefa fácil, intervir nos conflitos da mente humana é um trabalho que exige a cooperação de outros aspectos como família, por outros profissionais como psiquiatra e medicamentos, e um ambiente que favorável sempre objetivando a melhora do analisando.

 E por fim, o psicanalista acompanhará a evolução do tratamento e colocara o analisando diante de experiências e comportamentos automáticos e emoções disfuncionais que precisam ser prontamente trabalhadas, levando-o à Auto-responsabilidade.

“Somos os únicos responsáveis pela vida que temos levado,
sendo assim somos os único que podemos 
mudá-la”

Deixando de  culpar o outro e situações pelos seus infortúnios, promovendo benefícios reais à vida do analisando, beneficiando inclusive quem está ao redor.

A busca de um psicanalista parte, geralmente, de pessoas que questionam o comportamento humano através de pressões sociais, no trabalho e nos relacionamentos — e buscam compreender melhor a si mesmas para que, assim, possam entender como lidar com as frustrações de um mundo que não dá todas as respostas que esperam.

Entender o que cada profissional ligado à saúde mental tem como função é primordial para iniciar a busca pela melhora do seu problema e para melhorar a qualidade de vida e a maneira de enxergar a si mesmo e aos outros.

O sucesso depende não só do tipo de tratamento, mas também e principalmente da vontade do paciente em amadurecer, da habilidade do terapeuta e sobretudo da relação que os dois desenvolvem.